quarta-feira, 10 de novembro de 2010



Vem a noite escondida por entre estrelas
Que se prendem a um olhar demais distante
E dá conta que já não mais sabe vê-las
Sem a revolta com a força de um instante
Será do frio intenso as mãos geladas
Ou da falta do calor de quem eu quero
Que me faz mantê-las sempre, assim, fechadas
Denunciando um tão calado desespero
A luz já se perde no horizonte
E cresce a saudade que se tem
Os dias já só desmaiam defronte
Da lembrança do sabor de alguém…

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


Eu sei que custa navegar em território desconhecido
Presta atenção ao que te digo, aqui basta um bom ouvido
Pra ti faz algum sentido? A minha mente é complexa
Até eu fico perplexa quando é tema de conversa
Muitas vezes sinto-me ser carta fora do baralho
Mas a culpa será minha ou do sistema do c***lho?
Ouço o soalho a estalar cada vez que entro em cena
Fujo até perder o ar e arranjo outro problema
Tenho a mania das limpezas: mantenho a mente arrumada
Perco tempo a seleccionar e acredita, fico cansada
Não sei se é vício, obcessão, mas passo a vida a separar
Bons momentos dos que não são, e dos que não quero lembrar
No lugar da calmaria tenho um caixote vazio
É a parte mais sombria deste terreno baldio
Acaricio a desgraça, desvio-me do rumo certo
Já não sei o que se passa pr`além do céu encoberto
O meu lugar ficou deserto desde o último suspiro
Mas tudo fica em aberto, afinal, ainda respiro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010




"Somos o sítio que nos faz falta."