segunda-feira, 28 de junho de 2010



O que seria dos lugares mais belos sem a presença de respirações cruzadas?
O que seria do pôr-do-sol sem a lembrança do abraço eterno que nos aconchega o corpo?
O que seria daquele objecto se nunca tivesse suspirado no peito dela?
O que seria da vida sem aqueles que mais amamos?

A vida morre-me na ausência do vosso abraço apertado...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

E tudo a palavra levou...


A vida sempre me disse que as palavras não valem nada. E as pessoas ensinaram-me que não há nada nas palavras.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eles caem que nem patinhos no decote acentuado
Vêm com ar de meninos a pedir um rebuçado
Andam pelas noites à caça da sua Bela Adormecida
E ela dá-se por rendida em troca de boa vida
“- Só quero ver a saída desse vestido apertado”
O corpo faz do intelecto um lugar censurado
Basta um olhar, um sorriso, e eles dão-te o que quiseres
Vejo-os a subir de piso com a palavra “mulheres”
Elas preferem vender-se do que terem dignidade
Não querem comprometer-se com um amor de verdade
O bolso cheio as persuade a dar-se a qualquer idiota
E pela magia do baton quantos caem na bancarrota
É uma anedota que não faz rir, antes prefiro chorar
Ver a moral a cair sem que a possa segurar
Não me confundas, sou mulher mas não me vendo por nada
Posso estar no meio delas mas tenho a testa marcada
Melhor do que o meu decote é o pacote interior
O pensamento é o meu forte, o delas cria bolor
Recomendo-te que ouças o que tenho para dizer
Quanto mais fechares os olhos melhor me consegues ver
Mas se as preferes, põe-te a mexer, não me faças perder tempo
E aproveita o momento desse encontro-passatempo
Porque quando a Bela acordar e não couber mais no vestido
Vou-me rir e tu vais chorar como um menino perdido.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Há lado aí?



Hoje lembrámos os momentos que contigo passámos
Sentados no café falámos do que vivemos há anos
Tinhas o dom de iluminar qualquer chão que pisasses
Porque foste assim partir? Queríamos tanto que ficasses
Que não deixasses à deriva esta saudade traiçoeira
Nunca pensamos ter de lembrar-te desta maneira
O que é feito de ti? És uma estrela do céu?
-“Lamento muito mas tens de perceber que ele morreu”
Vem buscar o que é teu, respira para nós de novo
Traz a paz e a alegria que transmitias a este teu povo
Sai desse lado. Há lado aí?
Tira o bilhete e vem tirar-me o tempo que sem ti vivi
Ainda me lembro dos recados em guardanapos rasgados
Que oferecias às meninas dos lábios rosa-encarnados
Quando te rias da falta de jeito das minhas gargalhadas
E das nossas discussões pelas palavras cruzadas
Mal eu sabia que o teu bem-estar era só fachada
Sozinho de porta trancada mantinhas a alma algemada
Perdoa-me não ter reparado naquele teu olhar fechado
Por não ter sequer notado que entravas no lado errado
Aqui sentada, escrevo e imagino o teu desespero
De quem um dia viu a vida a entrar num buraco negro
Se voltar a encontrar-te dá-me um abraço apertado
E promete-me que não voltas a partir para outro lado.

domingo, 6 de junho de 2010


Andam com o olhar desperto
Pelo seu deserto
A chamar por mim
Vêm de mão dada à vida
Que de tão sentida
Faz-me ser assim
Alegre de um olhar seguro
De um coração puro
De um viver maior
A rir como uma criança
Que balança e dança
Com um mundo melhor.