quarta-feira, 31 de março de 2010

I look to you...



As I lay me down
Heaven hear me now
I'm lost without a cause
After giving it my all

Winter storms have come
And darkened my sun
After all that I've been through
Who on earth can I turn to?

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song I look to you

(Verse 2)
After I lose my breath
There's no more fighting left
Thinking to rise no more
Searching for that open door

And every road that I've taken
Led to my regret
And I don't know if I'm gonna make it
Nothing to do but lift my head

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you

(Bridge)
My love is all broken (oh Lord)
My walls have come (coming down on me)
tumbling down on me (All the rain is falling)

The rain is falling
Defeat is calling (set me free)
I need you to set me free
Take me far away from the battle
I need you to shine on me

(Chorus)
I look to you
I look to you
After all my strength is gone
In you I can be strong

I look to you
I look to you
And when melodies are gone
In you I hear a song
I look to you

I look to you
I look to you...

domingo, 28 de março de 2010


Sei que te amo, sempre o soube. Desde o momento em que nasceste, no primeiro fôlego da manhã, fiquei preso a ti como uma raiz adormecida no jardim da cidade. Sempre te amei, distraído ou apressado, sem nunca vacilar. A vontade de te ter por perto, a ânsia de te ver chegar com o melhor de mim no teu sorriso. Como eu gostava de saber de ti, de te ler os olhos por entre palavras inacabadas. Desmontar o mundo num abraço interminável.
A falta que me fazes… Tinhas em ti todo o sentido da minha vida. Como era bom nos pensar. Fazer planos e ver-te rir dos meus sonhos aluados. Tantas vezes tive medo de te perder. Passar por ti na rua e ser outro a provocar o teu sorriso. Eras tão minha. Tão perfeita. São teus os lugares por onde passavas, ficaste neles como as pedras da calçada. Guardaram a tua magia para me afagarem nestes dias tão ausentes de ti.
Trabalho o dobro, penso metade. Entro em casa cabisbaixo, exausto de tanta saudade. Sento-me no sofá e fecho os olhos só para te ver melhor.
A janela da cozinha dá para o largo onde te conheci. Faço um chá de mão tremida e sento-me dolorosamente no lugar que era só teu. O largo está tão vazio de nós. Vejo o meu reflexo no vidro da janela. Levaste tudo de mim. Essa porta que fechaste sugou-me a vida inteira.

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tenho dito

segunda-feira, 1 de Março de 2010

"Afinal não é assim tão fácil segurar os sonhos realizados."

Eu sei lá...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não sei se quero ficar, não sei onde isto vai dar
Tanto mais me preocupa do que a guerra núclear
Estás a pensar no mesmo que eu se vives atento aos pormenores
Nunca foi um conto de fadas mas agora é conto de horrores
A televisão formata as mentes pra consumirem até à exaustão
Todos vêem programas mesquinhos, todos seguem o mesmo padrão
Que função têm os jornais senão deixar-nos distraídos
Só os assuntos mais banais chegam aos nossos ouvidos
Há ainda tanto para ouvir, tanto que nunca mais saberemos
Pestes e curas bem guardadas nos cofres gordos dos governos
Andamos todos a brincar, deixar andar não é solução
Os pobres e os esfomeados já não são grupo mas multidão
Estou farta de ver tristeza espalhada em cada guerra
Entou farta do som da pá que cobre o caixão que se enterra
Partem uns atrás dos outros, o buraco é cada vez mais fundo
Estamos a saturar a terra com a podridão do mundo
Enquanto escrevo este texto quantos não morrem de fome
Quantas não fazem o teste para dar ao filho um nome
Acabaram-se os valores, está tudo à mão de semear
Elas oferecem-te o produto nem tens de solicitar
Põe-te a andar que eu devo estar apenas no lugar errado
Vim parar a um sítio destes mas devo ter lugar marcado...
noutro lado.

domingo, 14 de março de 2010

Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para se escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos mas não eu. Sondei-me e deixei cair a sonda; vivo a pensar se sou fundo ou não, sem outra sonda agora senão o olhar que me mostra, claro a negro no espelho do poço alto, meu próprio rosto que me contempla contemplá-lo.


Fernando Pessoa, "Livro do Desassossego"

quinta-feira, 11 de março de 2010


Compreender a pessoa na sua existência sem a reduzir aos meus princípios.

quarta-feira, 3 de março de 2010

xD tamos sempre a aprender

"
1. A vida não é fácil, acostume-se com isso.
2. O mundo não está preocupado com a sua autoestima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$ 20 mil por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então, não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de um ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isso não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido. Faça certo da primeira vez.
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles."

terça-feira, 2 de março de 2010


Foi um amor perfeito. 40 anos de cumplicidade e companhia. Uma vida cheia de aventuras e conquistas. Hoje ela é doente de Alzheimer. Tem 23 sobrinhos e desde que adoeceu nem um telefonema recebeu. Só o tem a ele. Ele não a quer em instituições porque diz que ninguém lhe daria tanto amor quanto ele. Ele abdicou de tudo. Trata dela. Da casa. Da roupa. Da comida. Teve mulher-a-dias mas o dinheiro não chegava. Sai uma vez por dia. 15 minutos. Desce as escadas com o coração apertado e vai ao café da rua. Volta com o peso de ter saído e a primeira coisa que faz é ver se ela está viva. Hoje demorou mais. A companhia da jornalista fê-lo demorar e faz questão de acelerar o passo no regresso, com lágrimas nos olhos. Contou, enquanto bebida o café de mão tremida, que todos os dias olha para as fotografias. “- Que saudades! É como a canção “Oh tempo volta para trás”. Encolhe os ombros. “Não volta.”
Sala de aula quase vazia. O reflexo do sol a subir aos poucos pela parede. Amanhecer. O ambiente abafado e o barulho de bocejos aleatórios. Sono. Um discurso brilhante. Um génio do coração. Um sorriso incapaz de deixar indiferente uma qualquer alma atenta. Eu. Sarrabiscos nas folhas dos cadernos. Alheamento. Olhos cansados, pousados nas folhas. Eles. Pasmo e paro em cada palavra. Forço o raciocínio para seguir cada som ao pormenor. Não é todos os dias que as pessoas se viram do avesso para nós. Como é que ele é capaz? Faz-me lembrar uma criança. O sorriso aberto e sincero, olhos brilhantes, a inquietação do corpo e a espontaneidade. Acho que a sua verdade tornou-se até palpável. Acordou com o coração na boca. “- Sabem, andamos todos distraídos!” Arrepiei-me com a convicção do seu tom de voz e dos punhos cerrados. Descontrai. Olha lá para fora. Pensa. Perde-se numa qualquer paisagem que não consigo acompanhar. Volta. “- Os dias passam, e passam todos iguais!” Mas o vazio da sala permaneceu. As mãos mostravam, freneticamente, o alheamento em cada traço de pensamento que as canetas arrastavam pelas folhas. Mais bocejos. “- Mas eu penso. Estou a pensar em tudo isso!” Eu queria ter-lhe dito. Queria ficar também de pé e que cerrássemos, juntos, os punhos. Sorrir. E dizer-lhe que há um dia em que os bocejos farão o coração saltar da boca.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Depois de um dia longo, no regresso a casa, lentamente, sinto o ar gelado na face e admiro a cidade apressada. Aconchego as mãos por entre o cachecol e tenho a certeza que não sou a pessoa mais feliz do mundo. A pessoa com mais sorte. A pessoa mais especial. Afinal não é assim tão fácil segurar os sonhos realizados.

Não quero que me penses a cada segundo nem que me recordes (sempre) antes de adormecer. Mas queria que lembrasses os contornos do meu sorriso de todas as vezes que lês o meu nome num livro.