segunda-feira, 15 de março de 2010

Não sei se quero ficar, não sei onde isto vai dar
Tanto mais me preocupa do que a guerra núclear
Estás a pensar no mesmo que eu se vives atento aos pormenores
Nunca foi um conto de fadas mas agora é conto de horrores
A televisão formata as mentes pra consumirem até à exaustão
Todos vêem programas mesquinhos, todos seguem o mesmo padrão
Que função têm os jornais senão deixar-nos distraídos
Só os assuntos mais banais chegam aos nossos ouvidos
Há ainda tanto para ouvir, tanto que nunca mais saberemos
Pestes e curas bem guardadas nos cofres gordos dos governos
Andamos todos a brincar, deixar andar não é solução
Os pobres e os esfomeados já não são grupo mas multidão
Estou farta de ver tristeza espalhada em cada guerra
Entou farta do som da pá que cobre o caixão que se enterra
Partem uns atrás dos outros, o buraco é cada vez mais fundo
Estamos a saturar a terra com a podridão do mundo
Enquanto escrevo este texto quantos não morrem de fome
Quantas não fazem o teste para dar ao filho um nome
Acabaram-se os valores, está tudo à mão de semear
Elas oferecem-te o produto nem tens de solicitar
Põe-te a andar que eu devo estar apenas no lugar errado
Vim parar a um sítio destes mas devo ter lugar marcado...
noutro lado.

Sem comentários:

Enviar um comentário