segunda-feira, 30 de março de 2009
"Ver o lado de lá da mesma moeda...
...planos traçamos mas depois adiamos, desistimos e a vida é sempre a mesma merda."
sábado, 28 de março de 2009
Tesouro
As palavras que hoje escrevo são de agradecimento
Nunca dormi ao relento graças ao vosso talento
O vosso dom de serem amigos do coração
Sim, porque amigos do peito encontro em qualquer estação
Vocês são a minha força, vivem dando-me coragem
Lembram-me sempre que a vida é muito mais que uma passagem
Não sei como me expressar, nem sei como dizer
Que vos amo e vou amar, nunca mais me esquecer
Do vosso sorriso, do vosso abraço aconchegante
O meu choro no vosso colo dura apenas um instante
Das longas cartas e das alegres visitas
Dos conselhos diários e todas as palavras ditas
Que fizeram de mim o que sou hoje
E aproveito pra vos dizer (porque o tempo me foge)
Que vos venero, vos admiro e preciso
Do vosso cheiro, do vosso ombro, do vosso beijo sem aviso
Da garagem, piqueniques, passeios e caminhadas
Parar no meio da rua rindo-me às gargalhadas
Ver-vos sufocar de alegria, sermos crianças outra vez
Passar no rio longas tardes e com vocês molhar os pés
Dar a mão e dançar ao som de uma música qualquer
E dizer-vos ao ouvido que sem vocês não sei viver
Não imaginam o orgulho que tenho das vossas conquistas
E cheguem onde chegarem pra mim sempre serão artistas
Quando o dia começa são o meu primeiro pensamento
Penso em vocês ao acordar e à noite quando me sento
A reflectir, buscando algum aprendizado
Pensar no que me diriam se estivessem ao meu lado
Quem me dera puder viver sempre na vossa companhia
Ouvir a vossa voz toda a noite e todo o dia
Eu sinto a vossa presença mas queria ter-vos aqui
Pra poder repetir mil vezes “são o melhor que conheci”.
Nunca dormi ao relento graças ao vosso talento
O vosso dom de serem amigos do coração
Sim, porque amigos do peito encontro em qualquer estação
Vocês são a minha força, vivem dando-me coragem
Lembram-me sempre que a vida é muito mais que uma passagem
Não sei como me expressar, nem sei como dizer
Que vos amo e vou amar, nunca mais me esquecer
Do vosso sorriso, do vosso abraço aconchegante
O meu choro no vosso colo dura apenas um instante
Das longas cartas e das alegres visitas
Dos conselhos diários e todas as palavras ditas
Que fizeram de mim o que sou hoje
E aproveito pra vos dizer (porque o tempo me foge)
Que vos venero, vos admiro e preciso
Do vosso cheiro, do vosso ombro, do vosso beijo sem aviso
Da garagem, piqueniques, passeios e caminhadas
Parar no meio da rua rindo-me às gargalhadas
Ver-vos sufocar de alegria, sermos crianças outra vez
Passar no rio longas tardes e com vocês molhar os pés
Dar a mão e dançar ao som de uma música qualquer
E dizer-vos ao ouvido que sem vocês não sei viver
Não imaginam o orgulho que tenho das vossas conquistas
E cheguem onde chegarem pra mim sempre serão artistas
Quando o dia começa são o meu primeiro pensamento
Penso em vocês ao acordar e à noite quando me sento
A reflectir, buscando algum aprendizado
Pensar no que me diriam se estivessem ao meu lado
Quem me dera puder viver sempre na vossa companhia
Ouvir a vossa voz toda a noite e todo o dia
Eu sinto a vossa presença mas queria ter-vos aqui
Pra poder repetir mil vezes “são o melhor que conheci”.
quarta-feira, 25 de março de 2009
In(diferença)
O mundo vai acabando, o ódio mata gerações
A vida foge com o tempo, e o tempo traz desilusões
O ser humano complica, a natureza é afectada
Enquanto a guerra multiplica os que morrem na calçada
Na estrada, a adrenalina é assassina
E o povo fala do destino, o povo menciona a sina
Que vergonha, fugir da culpa a sete pés
Repetimos os fracassos, vem a asneira outra vez
Não vês? Podias viver melhor
Tu não percebes que tudo tens a favor
Larga a ganância, o que tens é suficiente
Se abrisses a pestana já te davas por contente
Tudo é diferente se usamos óculos escuros
Interessa proteger a vista e sentirmo-nos seguros
Mas do outro lado, para muitos nada adianta
A fome pesa na barriga e a dor aperta na garganta
Não te queixes, és um privilegiado
Estudas, tens uma família e um bom futuro comprado
Não dormes ao som das armas, não sais à rua com medo
Acordas às 9 da manhã e mesmo assim achas cedo
Queres sempre mais, sonhas com muito melhor
Só olhas pro teu umbigo, não queres saber do redor
E o amor? E a compaixão pelos demais?
És indiferente à desgraça, assim como entras, sais
Eu falo, critico, mas não sou melhor que vocês
Não valorizo a abundância, ignoro a escassez
Sempre achei que pouco posso fazer
E não me privo de nada, nem respeito sei ter
Pela pobreza, pelos caus do nosso planeta
Há quem prometa, melhorar a situação
E com essas juras de treta ganham mais um milhão
Que confusão, onde o mundo se foi meter
Num dia dão-nos a mão, pra noutro com a mão nos bater
Não mais esquecerei as faces que já vi chorar
Nunca pensei como a desordem pode um dia terminar
Mas acredito que tudo isto vai ficar ainda pior
Até ao dia da chegada do chamado "Criador".
A vida foge com o tempo, e o tempo traz desilusões
O ser humano complica, a natureza é afectada
Enquanto a guerra multiplica os que morrem na calçada
Na estrada, a adrenalina é assassina
E o povo fala do destino, o povo menciona a sina
Que vergonha, fugir da culpa a sete pés
Repetimos os fracassos, vem a asneira outra vez
Não vês? Podias viver melhor
Tu não percebes que tudo tens a favor
Larga a ganância, o que tens é suficiente
Se abrisses a pestana já te davas por contente
Tudo é diferente se usamos óculos escuros
Interessa proteger a vista e sentirmo-nos seguros
Mas do outro lado, para muitos nada adianta
A fome pesa na barriga e a dor aperta na garganta
Não te queixes, és um privilegiado
Estudas, tens uma família e um bom futuro comprado
Não dormes ao som das armas, não sais à rua com medo
Acordas às 9 da manhã e mesmo assim achas cedo
Queres sempre mais, sonhas com muito melhor
Só olhas pro teu umbigo, não queres saber do redor
E o amor? E a compaixão pelos demais?
És indiferente à desgraça, assim como entras, sais
Eu falo, critico, mas não sou melhor que vocês
Não valorizo a abundância, ignoro a escassez
Sempre achei que pouco posso fazer
E não me privo de nada, nem respeito sei ter
Pela pobreza, pelos caus do nosso planeta
Há quem prometa, melhorar a situação
E com essas juras de treta ganham mais um milhão
Que confusão, onde o mundo se foi meter
Num dia dão-nos a mão, pra noutro com a mão nos bater
Não mais esquecerei as faces que já vi chorar
Nunca pensei como a desordem pode um dia terminar
Mas acredito que tudo isto vai ficar ainda pior
Até ao dia da chegada do chamado "Criador".
terça-feira, 24 de março de 2009
A outra face
Mais um dia de rotina, mais um passo na viagem
Ja são 7 da matina e vejo ao espelho a minha imagem
passo os dedos no cabelo, visto uma roupa ao acaso
sinto que vai ser de novo mais um dia em que me atraso
Abro a porta e sinto o ar pesado, enevoado
Por muitas faces anónimas que vivem a olhar de lado
Não me importo, sigo em frente e afasto-me dos olhares
Não reparas mas odeio as atitudes vulgares
Passam por mim com aquelas poses, com toda aquela falsidade
Pra não ser contaminada aumento a velocidade
Entro na escola e cumprimento as pessoas do costume
Já estou perto da sala e sinto elevar-se o volume
Um grupo no canto direito está em grande algazarra
As bocas soltam ironias, e há alguém que me desgarra
Eu não quero entrar na farra mas posso dar opinião
“O vosso problema está no excesso de ambição”
Idolatram-se e sugerem ser melhor do que alguém
Desfilam nos corredores, mas não passam de reféns
Da moda, dos contratos, do prazer a curto prazo
Dos piropos, da fortuna, da ilusão ao acaso
Vivem no cimo de altares, querem ser estátuas sagradas
Sentem-se raínhas, vivem num conto de fadas
São desgraçadas, trocam a vida por milhões,
grandes carros e mansões
e não há ninguém que note que os pais trabalham prás meninas
exibirem o decote
De saltos altos e com o rei na barriga
Não te iludas com a beleza, a tua alma é mendiga
Olhas outras de alto a baixo, riste em tom de cinderela
A tua aparência suporta-se, pena o que o coração revela
Não te dou trela, não curto a tua forma de estar
O único uso que te dou é a inspiração pra rimar
Acordas sempre a pensar no que é que vais vestir
E eu acordo a imaginar quantas vezes vou sorrir
Quantas vezes passar ao lado e pena de ti sentir
Por não simplificares a vida, por sonhares demasiado
Por não saberes que o caminho às vezes fica apertado
E no final, o teu tesouro vai estar cheio de porcarias
Que não te vão ajudar a viver os piores dias.
Ja são 7 da matina e vejo ao espelho a minha imagem
passo os dedos no cabelo, visto uma roupa ao acaso
sinto que vai ser de novo mais um dia em que me atraso
Abro a porta e sinto o ar pesado, enevoado
Por muitas faces anónimas que vivem a olhar de lado
Não me importo, sigo em frente e afasto-me dos olhares
Não reparas mas odeio as atitudes vulgares
Passam por mim com aquelas poses, com toda aquela falsidade
Pra não ser contaminada aumento a velocidade
Entro na escola e cumprimento as pessoas do costume
Já estou perto da sala e sinto elevar-se o volume
Um grupo no canto direito está em grande algazarra
As bocas soltam ironias, e há alguém que me desgarra
Eu não quero entrar na farra mas posso dar opinião
“O vosso problema está no excesso de ambição”
Idolatram-se e sugerem ser melhor do que alguém
Desfilam nos corredores, mas não passam de reféns
Da moda, dos contratos, do prazer a curto prazo
Dos piropos, da fortuna, da ilusão ao acaso
Vivem no cimo de altares, querem ser estátuas sagradas
Sentem-se raínhas, vivem num conto de fadas
São desgraçadas, trocam a vida por milhões,
grandes carros e mansões
e não há ninguém que note que os pais trabalham prás meninas
exibirem o decote
De saltos altos e com o rei na barriga
Não te iludas com a beleza, a tua alma é mendiga
Olhas outras de alto a baixo, riste em tom de cinderela
A tua aparência suporta-se, pena o que o coração revela
Não te dou trela, não curto a tua forma de estar
O único uso que te dou é a inspiração pra rimar
Acordas sempre a pensar no que é que vais vestir
E eu acordo a imaginar quantas vezes vou sorrir
Quantas vezes passar ao lado e pena de ti sentir
Por não simplificares a vida, por sonhares demasiado
Por não saberes que o caminho às vezes fica apertado
E no final, o teu tesouro vai estar cheio de porcarias
Que não te vão ajudar a viver os piores dias.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Des(abafo)
Os dias passavam e eu não dava valor
Os momentos brilhavam mas eu queria melhor
Sonhava acordada, o relógio ficava na cabeceira
Não dei por nada, da ilusão veio a asneira
Deixei morrer a realidade, exigi mais do que devia
Corri atrás da felicidade, não percebi que lhe fugia
Andei apressadamente, de olhos vendados por aparências
Perdi o melhor que tive, hoje sobram reticências
Ainda olho pr`aqueles dias, o tempo passa a correr
Agora escuto o que dizias e o que não quis perceber
Quantas vezes reflectiste e te arrependeste?
Quantas vezes já choraste a pensar no que perdeste?
Sempre fui muito serena busco a paz constantemente
Mas quando noto um tal esquema tudo muda de repente
Conto os meus passos calada, para que nem dês por isso
Mantenho a minha fachada, viro costas sem aviso
O meu medo no caminho vem quando olho pra trás
E no diário sublinho “vai em frente que és capaz”.
A vida dá-nos empurrões, por isso às vezes chocamos
Uns dias com os patrões, outros com quem mais amamos
E ao final do dia tudo aperta no meu peito
Talvez seja fantasia, mas eu quero mais perfeito
Dou por mim a imaginar como seria
se voltasses e me desses um pouco dessa magia.
Os momentos brilhavam mas eu queria melhor
Sonhava acordada, o relógio ficava na cabeceira
Não dei por nada, da ilusão veio a asneira
Deixei morrer a realidade, exigi mais do que devia
Corri atrás da felicidade, não percebi que lhe fugia
Andei apressadamente, de olhos vendados por aparências
Perdi o melhor que tive, hoje sobram reticências
Ainda olho pr`aqueles dias, o tempo passa a correr
Agora escuto o que dizias e o que não quis perceber
Quantas vezes reflectiste e te arrependeste?
Quantas vezes já choraste a pensar no que perdeste?
Sempre fui muito serena busco a paz constantemente
Mas quando noto um tal esquema tudo muda de repente
Conto os meus passos calada, para que nem dês por isso
Mantenho a minha fachada, viro costas sem aviso
O meu medo no caminho vem quando olho pra trás
E no diário sublinho “vai em frente que és capaz”.
A vida dá-nos empurrões, por isso às vezes chocamos
Uns dias com os patrões, outros com quem mais amamos
E ao final do dia tudo aperta no meu peito
Talvez seja fantasia, mas eu quero mais perfeito
Dou por mim a imaginar como seria
se voltasses e me desses um pouco dessa magia.
Prova dos 9
Naquela noite eu saí e fui ver como é que era
Viver os momentos daqueles que pensam que a vida espera
E numa dose de ironia e fadiga à mistura
Eu vi como era a rotina da falsa jura
Ao longe uma cara cumprimentava com ilusão
Mas os meus olhos responderam imediatamente com um não
Porque essa fantasia não me alimenta o espírito
E se assim fosse preferia deitar-me de estomago vazio
Eles não sabem o que penso e eu entro no jogo
Com os olhos bem abertos porque se adormeço morro
Entro no local e começa a ficção
Entre sorrisos e convites, e a atenção de uma mão
Misturo-me no meio delas, tipo camaleão
É fácil de enganar quem não abranda o olhar
No meu coração.
Pra mim não passa de uma prova
E odeio aqueles deslizes
“-Ei, tu por aqui és nova...anda até ao bar, que me dizes?”
E dou-lhe a mão pra que não pense que sou diferente
Atrevo-me a uma conversa mas páro constantemente
A minha mente baralhada dá-me de novo o aviso
E seguro o pensamento pra não perder o juízo
Depois de duas de treta senti-me ainda mais frustrada
Pensei que o meu inferno começou naquela entrada
Eles são mendigos e elas o seu pão de cada dia
Não sobra nada e no final sentem na boca a azia
São pacotes que desnataram por andarem de mão em mão
São sereias desnutridas numa montra de ambição
Como podem ser tão parvas ao ponto de se venderem?
Mascaradas e apertadas, só pra que eles as venerem
Aqueles flashs vão escondendo o efeito da gravidade
mas os seus olhos são nas mãos, está camuflada a verdade.
As horas passam e aquelas danças vão ajudando o cupido
“Miuda o que se passa, tas a ouvir o que te digo?”
Parei de novo nos reflexos e nem dei por isso
“Ai, desculpa, é que aquela tem um top que eu cobiço”
Esta até nem saiu mal, ele deu uma gargalhada:
“oh princesa olha pra ti, ela ao pé não vale nada”
Ele usava a cantiga decorada e eu fingia que gostava
Tinha até grande piada ele não me desvendar
Mas eu senti que a brincadeira tinha de acabar.
Quem brinca com o fogo está sujeito a ser queimado
E antes que as intenções passassem a acções
Eu preferi parar,
dar o jogo por terminado.
Viver os momentos daqueles que pensam que a vida espera
E numa dose de ironia e fadiga à mistura
Eu vi como era a rotina da falsa jura
Ao longe uma cara cumprimentava com ilusão
Mas os meus olhos responderam imediatamente com um não
Porque essa fantasia não me alimenta o espírito
E se assim fosse preferia deitar-me de estomago vazio
Eles não sabem o que penso e eu entro no jogo
Com os olhos bem abertos porque se adormeço morro
Entro no local e começa a ficção
Entre sorrisos e convites, e a atenção de uma mão
Misturo-me no meio delas, tipo camaleão
É fácil de enganar quem não abranda o olhar
No meu coração.
Pra mim não passa de uma prova
E odeio aqueles deslizes
“-Ei, tu por aqui és nova...anda até ao bar, que me dizes?”
E dou-lhe a mão pra que não pense que sou diferente
Atrevo-me a uma conversa mas páro constantemente
A minha mente baralhada dá-me de novo o aviso
E seguro o pensamento pra não perder o juízo
Depois de duas de treta senti-me ainda mais frustrada
Pensei que o meu inferno começou naquela entrada
Eles são mendigos e elas o seu pão de cada dia
Não sobra nada e no final sentem na boca a azia
São pacotes que desnataram por andarem de mão em mão
São sereias desnutridas numa montra de ambição
Como podem ser tão parvas ao ponto de se venderem?
Mascaradas e apertadas, só pra que eles as venerem
Aqueles flashs vão escondendo o efeito da gravidade
mas os seus olhos são nas mãos, está camuflada a verdade.
As horas passam e aquelas danças vão ajudando o cupido
“Miuda o que se passa, tas a ouvir o que te digo?”
Parei de novo nos reflexos e nem dei por isso
“Ai, desculpa, é que aquela tem um top que eu cobiço”
Esta até nem saiu mal, ele deu uma gargalhada:
“oh princesa olha pra ti, ela ao pé não vale nada”
Ele usava a cantiga decorada e eu fingia que gostava
Tinha até grande piada ele não me desvendar
Mas eu senti que a brincadeira tinha de acabar.
Quem brinca com o fogo está sujeito a ser queimado
E antes que as intenções passassem a acções
Eu preferi parar,
dar o jogo por terminado.
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