segunda-feira, 29 de junho de 2009

Vazio



Porque foste embora mesmo antes de chegar?
Não devias ter partido, sonhava ao colo te pegar
Foi-nos pregada esta partida, tão dolorosa e nefasta
Já fazias parte da nossa vida, e agora sinto a dor que alastra
Azar ou imcompetência, ainda não sei bem a resposta
Não quero pensar em negligência,numa morte a ti imposta
Mas agora pouco importa, já nada te faz voltar
E pra ninguém ver, fecho a porta, é impossível não chorar...

domingo, 28 de junho de 2009

Não desisto

Tanta coisa que quero passa por mim e não agarro
Tantos sonhos que não entendo, nem tão pouco sei o que narro
Varro o lixo da minha porta, mas levanto demasiado pó
E nem o nó aguenta, que fiz na corda que rebenta
Caio como um dominó
Debato-me contra o tempo, mas os imprevistos levam a vitória
Transformam-me em marioneta de uma solitária história
De conforto resta a memória, em dias de agitação
E é quando tudo está mais calmo, que nos empurram pra confusão
O stress aumenta quando a saudade no meu peito se agiganta
Com o sentimento preso à garganta, a voz tropeça na armadilha,
E o perto que se faz distante, levanta a dor que nos humilha
Masco uma pastilha para aliviar a pressão mas sabe-me a repetição
Fecho os olhos, faço força para inverter a situação
Acabo sempre no chão, exausta de me debater
E por inconsciência ou defeito, o tempo passa a correr
Queria saber fazer melhor, dar mais de mim a quem merece
Perceber porque acontece, nem tudo é o que parece
Às vezes acham-me distante e eu estou mais perto que a própria sombra
Sempre atenta à estrada que escolho, à procura da próxima lomba
Porque aprendi que a vida é boa mas que, por vezes, nos assombra
Talvez para que possamos dar valor àquilo que realmente importa
E se hoje sou melhor que outrora, foi pelo desgosto que um dia
De repente e sem piedade, bateu na minha porta.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A música da minha infância


Simplicidade preciosa ^^




Seguir a mãe por toda a casa.
Girar até ficarem tontos.
Correr pela casa com lama nas mãos e dizerem que o sol está a morrer.
Pintar as paredes com marcadores.
Cantar bem alto enquanto correm descalços pela casa.
Recuperar o fôlego bem alto quando estiverem a rir e começarem a rir ainda mais alto.
Correr em círculos.
Fingir uma luta contra eles mesmos, derrotando-se.
Vestir as calças na cabeça.
Inventar outra maneira de beber algo de um copo.
Falar com uma caneta.
Fingir serem índios.
Comer um corneto, pôr o cone na testa e dizerem que é um lindo unicórnio.
Acender e apagar a luz por algum tempo.
Comer cabelo.
Pôr o dedo com cola no nariz.
Comer coisas não comestíveis.
Saltar vezes sem conta, tentando voar.
Dizer que estão a imitar o cão, seguindo-o pela casa.
Perseguir uma cauda imaginária.
Ficar de cabeça para baixo na cama.
Tentar nadar no chão.
Fazer perguntas idiotas e repetitivas a alguém que esteja ocupado.
Fingir não entender absolutamente nada daquilo que os outros dizem.
Fazer uma pirâmide de pipocas, colando-as com cuspe.


Imajinêm o restu da lista porcue, de mumemto, deu-me uma inorme bontáde de ir pruvare a cumida do cãum... aahahhhahah =)

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Lamento"

Lembro-me dos tempos do liceu, onde a vi quebrar os seus planos
“Quem são esses fulanos?”, sempre lhe perguntava eu
“- Não te metas, são bacanos...e o resto é problema meu.”
Ela afastou-se, deitou-se na sombra daqueles ignorantes
E eu só choro, imploro que tudo fique como antes
Sem me ouvir, tropeçou e caiu no precipício
Achava ela que o vício seria mais um benefício
Que desperdício de tempo, a ilusão não dura para sempre
E a dor da sua distância não deixa que me concentre
Eu queria dar-lhe a mão, além do tempo ter passado
porque ela ainda dorme no chão como um cão abandonado
“Olha o que foste fazer!” digo-lhe com ar apavorado
E ela sem me responder, afasta-se mais um bocado
Os anos ficam para trás, mas o vício permanece
E é quando as coisas correm mal que mais a droga apetece
Já lhe tentei dar a mão, eu empurro, eu abano
Mas ela ignora o sermão, e para piorar a situação
Escolhe sempre dar a mão, não a mim, mas a um “bacano”...

domingo, 7 de junho de 2009

"Blablabla"

Às vezes não sei se deva rir ou chorar
Quero distância de mentes pobres, dêem-me espaço pra respirar
Passam a vida na mesquenhice, a desejarem mal a outrem
E se te falarem bem é só porque lhes convém
Olham pra tudo o que faço, questionam o meu sucesso
Empenham-se nas mesinhas, desejam-me o retrocesso
Eu até agradecia que mudassem de atitude
Mas elas nem se apercebem que maldade não traz saúde
Grande azar, só estão a perder o seu tempo
Porque eu entro no voodoo mas não me afecta o movimento
Falta-vos talento, eu praticava mais um bocado
Daqui a nada estou no topo e vocês no mal olhado
Agora sem ironia, o assunto merece respeito
Qual é a vossa fantasia: deixar de entrar com o pé direito?
Tudo bem, aceito, mas já sei o resultado
Vou continuar à vossa frente, nem mesmo que entre de lado
O meu fado sou eu que o faço, não dou poder a ninguém,
Virem-se para outro lado, não me afecta esse desdém
Só quero que continuem a engolir a minha posição
Não sou melhor que ninguém, mas trabalho com convicção
Busco a solução para obstáculos como vocês
Enquanto fazem a reza, afasto-me com rapidez
Se a ideia é pôr-me a rastejar, lamento o vosso fracasso
Posso ser de carne e osso, mas tenho uma mente de aço
A vossa ignorância não deixa ver a distância entre o bem e o mal
E se a vossa inveja fosse doença,
eu agarrava-me a uma crença pra sair do hospital
Mas não é fatal nem me adoece a vossa prece de me enterrar
E até mesmo quando julgam que estou a sofucar,
Tenho ao meu lado a reserva de uma enorme porção de ar
Canso-me do vosso ataque, não que me afecte mas por pena
E se estivesse mais bonito, dedicava-vos este poema.