Tanta coisa que quero passa por mim e não agarro
Tantos sonhos que não entendo, nem tão pouco sei o que narro
Varro o lixo da minha porta, mas levanto demasiado pó
E nem o nó aguenta, que fiz na corda que rebenta
Caio como um dominó
Debato-me contra o tempo, mas os imprevistos levam a vitória
Transformam-me em marioneta de uma solitária história
De conforto resta a memória, em dias de agitação
E é quando tudo está mais calmo, que nos empurram pra confusão
O stress aumenta quando a saudade no meu peito se agiganta
Com o sentimento preso à garganta, a voz tropeça na armadilha,
E o perto que se faz distante, levanta a dor que nos humilha
Masco uma pastilha para aliviar a pressão mas sabe-me a repetição
Fecho os olhos, faço força para inverter a situação
Acabo sempre no chão, exausta de me debater
E por inconsciência ou defeito, o tempo passa a correr
Queria saber fazer melhor, dar mais de mim a quem merece
Perceber porque acontece, nem tudo é o que parece
Às vezes acham-me distante e eu estou mais perto que a própria sombra
Sempre atenta à estrada que escolho, à procura da próxima lomba
Porque aprendi que a vida é boa mas que, por vezes, nos assombra
Talvez para que possamos dar valor àquilo que realmente importa
E se hoje sou melhor que outrora, foi pelo desgosto que um dia
De repente e sem piedade, bateu na minha porta.
domingo, 28 de junho de 2009
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