sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sempre assim

Uma paragem inusitada por aquele lugar e um olhar de gente estranha como quem lê um livro pela primeira vez. Um doce desejo pendurado nas cinzas do cigarro que caem mesmo ao lado da baínha feita à pressa.
A caneta suada pelas suas mãos eufóricas e um pestanejar inquietante de quem desvenda um mistério.
Ele e o olhar descalço, a imensidão e a simplicidade de uma vida a sós.
Ele, um homem cheio de nada na vida, um poeta cheio de vida no nada.

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