sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

“-Eu confesso!”

Ele matou, implorou que não fosse de cana. Gritou e, de repente, sentiu-se a cair da cama. Foi só um pesadelo, um mau presságio, talvez, mas já pensou em fazê-lo, só ainda não foi desta vez. Farta-se de não ser bem-vindo, trabalha como um escravo, chega a casa e sai ouvindo: “não passas de mais um coitado”. Lembra-se dos dias felizes mas já nem isso o segura, ninguém vive de cicatrizes que o tempo não cura. Passa o dia, a noite vem, e ele encontra uma saída, a droga que o fez refém levou-lhe de vez a vida.

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