quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Good Charlotte - The Truth



Não sei como nunca cá estiveste e hoje, partindo, me deixaste mais de ti do que o que de ti me deste.
É a presença da vontade de te ter lido os olhos e a respiração.
O odor da tua ida a fracassar-me a paz da ideia de que ainda temos tempo. A dor que pesa no conformismo que te deixou nunca viver para mim.
Já não tenho tempo.
Levaste o tempo que me devias e que não reclamei. O tempo que chorei baixinho por entre sangue atraiçoado, e a indiferença.
O tempo voa e o tempo morre. E nós nascemos e morremos mesmo antes de nascer.
Lamento não ter um lugar onde te arrumar a não ser nestas últimas palavras.

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