terça-feira, 2 de fevereiro de 2010




Não lhe digas que esgotei a sala e que caí no chão mal a cortina se fechou. Não lhe digas que respirei o pó do soalho velho, e que adormeci abraçada ao seu deserto, mal a porta se encostou.
Diz-lhe que só o sorriso me despe a saudade e o cansaço dos sonhos sobressaltados. Ensina-o a escutar-me a alma no silêncio da carne, porque existir é um lugar improvável e não há mais lugar quando adormeço.

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