sábado, 17 de abril de 2010

Muita gente gostava de me ver cair
De me impedir de avançar neste caminho estreito
Tantos são os que rezam para não me ver sorrir
E que em queda desejam que fracture o pé direito
Rodeiam-me de futilidades, superficialidades ilusórias
Não insiram a minha vida em nenhuma das vossas histórias
Eu quero viver em paz, respirar fundo e chegar alto
Ver-vos assistir ao meu sucesso de cara para o asfalto
Há sempre quem nos prefere ver a pedir do que a subir
Se pudessem até o céu iriam sob nós demolir
Fazer ruir o chão que pisamos, esmagar-nos a consciência
Arrasar todo o bem-estar, desfigurar a nossa essência
Farto-me desta batalha, dão-te a mão, tiram-te o braço
Fazem tudo para te ver fazer figura de palhaço
Trazem o sorriso embrulhado em votos de mau-olhado
Fazem de ti um santuário de pacto do mal sagrado
Por outro lado, há quem nos ame, nos encoraje a sonhar
Quem nos faz adormecer num outro melhor lugar
São estes que me fazem desejar momentos sem fim
Que me obrigam a abrandar e que sempre esperam por mim
Obrigada por enaltecerem o meu quotidiano
E por me darem a conhecer o melhor do ser humano.

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