sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lembra-te disto...

...“se a causa é justa eu não desisto”
Mas insisto, faço-te ver a realidade
Porque a mentira para mim nunca terá prioridade
Com as palavras rimo e brinco, mas ñ é essa a intenção
O que transmito é o que sinto, o que guardo no coração
Não é na terminação que está a essência do que escrevo
Mas sim nos espaços em branco que encobrem o meu segredo
Há críticas, ilogios, vida feliz ou indiferente
Busco o melhor e o pior num gesto de toda a gente
Vou aprendendo, sendo capaz de interpretar
Quando a vida me fala sério, ou quando posso brincar
com a situação, peço perdão se por vezes não faço melhor
se nas entrelinhas espalho algum ódio e rancor
São desabafos, tormentas de um ser imperfeito
Batalhas ganhas por razões que eu ainda não aceito
Do papel e caneta faço instrumentos de guerra
Levo ao limite a revolta que um ponto final encerra
Debato-me sozinha com questões eloquentes
Depois de ter as respostas, surgem perguntas diferentes
É como um ciclo, voltamos sempre ao início
Porém mais sábios para não mais cairmos no precipício
Folhas em branco lembram-me constantemente o vazio
Por isso sentada no silêncio eu passo horas a fio
Perdida entre devaneios, dúvidas e soluções
Missões, que ainda tenho para cumprir
Um sentido para situações que ainda tou pra descobrir
Cada momento é sagrado, não desperdisses a lição
Só fracassas uma vez, duas seguidas já não
Luta pelo que queres, faz-te forte ao imprevisto
E lembra-te disto, “se a causa é justa eu não desisto”.

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