
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem
Mas o tempo é como o vento
Apressado e avarento
De todos e de ninguém
Tantos há que desesperam
Pelo tempo que não sobra
E de nada lhes valeram
Os esforços que fizeram
Porque o tempo vai embora
E o tempo assim vai passando
Sem chão que lhe agarre o pé
Vai noite e dia gozando
Tantas vidas devorando
Como a sede da maré
Se queres ser do tempo amigo
Então faz o que te digo
Fecha os olhos, permanece
E num sussurro ao ouvido
Dir-te-á o passado antigo
“Se queres ficar, adormece”.

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