
Tenho a estranheza como uma extensão de mim
E as mãos suadas a pingarem tudo aquilo que me sobra
E o caminho farto de naturezas superficialmente apelativas
E as mangas pesadas e cheias de nadas que não me cabem.
Aproxima-se, tira o casaco e senta-se subtilmente mantendo a postura.
E vê-me, repara-me, decora-me como matéria em véspera de exame
Para me matar depois, ontem, amanhã, num nevoeiro de cinza, mistério e desabafo.

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