terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu só quero que pressintas o impacto dos meus ideais
Que não me mintas nem sintas medo dos temporais
Pelas minhas cordas vocais só passa o ar da verdade
Do fruto que tens em mente não esperes ter só metade
Ergue a cabeça e entra no ringue, exercita a tua mente
Vais reparar, sem abrandar, que ela te mantém na frente
Não é falta de humildade nem ambição desmedida
Se não lutas e te conformas então vais pagar com a vida
“Por morrer uma andorinha não acaba a primavera”
Continua a caminhar e verás o que te espera
Não é quimera nem devaneio, escala a montanha sem medo
Desafia a lei do conformismo que só sabe apontar o dedo
O piso só faz cair quem anda a passear distraído
Tantos andam a dormir mais do que um recém-nascido
Entra-lhes a 100 no ouvido o zumbido da sociedade
E o cérebro já comido faz da ilusão, realidade
O cupido da sonolência acerta no alvo em cheio
Falam de combater a demência mas não passa de paleio
O mundo parece um recreio cheio de armadilhas escondidas
E no meio do sorteio crescem ideias aborrecidas
Uns dão corda à mesquinhez e sobem ao palco atordoados
Outros falam mal português e acham-se poetas consagrados
Por isso tens de perceber que é uma batalha constante
Seguir em frente confiante neste ambiente alucinante
Mas num instante vais entender que basta apenas teres presente
Que o sucesso vem do progresso de uma mente diferente.

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